Pular para o conteúdo principal

Postagens

O Folclore em outras fontes

Cumbuca; Página do Gaúcho; Projeto Brincantes; Causos assustadores do Piauí; Almanaque Pitinga. Você consegue imaginar o que tudo isso tem em comum? Pois bem, todos eles são fontes de informação que tratam, em certa medida, do nosso rico folclore. Exatamente! E nenhuma delas aparece na primeira página de resultados dos nossos queridos buscadores quando o assunto é folclore. Se você alguma vez já pesquisou a palavra "folclore" ou "folclore brasileiro" no Google, certamente se deparou basicamente com matérias de sites educacionais falando das "lendas, cantigas, danças, gastronomia tradicionais", atividades para colorir, vídeos de canções para crianças. Quase todos trazem as mesmas informações: conceitos, exemplos das manifestações mais conhecidas. Mas que tal ir um pouco além e se aventurar por terras menos conhecidas da nossa cultura? Separamos aqui apenas alguns dos muitos materiais sobre o assunto que você poderá encontrar. Olha só:   Cumbuca Um s...

Folclore Brasileiro - linha do tempo

O conceito do folclore passou por algumas modificações ao longo do tempo e ainda gera bastante discussão, mas para entender um pouco da história preparamos essa rápida linha do tempo: 1846 Folklore A expressão Folk(povo) lore(saber) foi criada pelo escritor chamado William John Thoms, e que só se popularizou após a criação da Sociedade do Folclore no século XIX, na região da Europa e Estados Unidos, o que colaborou para denominar os estudos voltados à antiguidades e literatura popular. Desse modo, o “saber do povo” engloba diversos assuntos, sem limite de extensão, porque os elementos culturais surgem de maneira espontânea e facilmente se mesclam no cotidiano e podem abranger músicas, danças, festas populares, usos, costumes,culinária, crenças, arte, jogos, linguagens, literatura e oralidade. 1878 Sociedade do Folclore Tendo surgido em Londres, foi responsável pela definição de alguns aspectos do folclore, como narrativas, costumes, crenças e linguagem popular. 1940 Debate sobre o Folc...

Repensando o folclore no Brasil: origens e instituições

Com a chegada de agosto são comuns as comemorações sobre o folclore, sobretudo no contexto escolar. Quem não se lembra de ouvir lendas como a do saci, ou de aprender sobre as parlendas, as cantigas e os provérbios? Isso tudo faz, sim, parte de nossa cultura e folclore, mas será que ele só existe no mês de agosto? Será que folclore é só para crianças, para ser aprendido na escola?   Nos textos deste mês queremos promover uma reflexão para ampliar nossos horizontes sobre o folclore brasileiro. Começaremos com uma apresentação sobre suas origens e sobre uma importante instituição brasileira que trata dessa temática. Acompanhe a gente nessa jornada.   Folclore, um campo de estudos   "(...) mais importante do que saber concretamente o que é ou não é folclore é entender que folclore é, antes de qualquer coisa, um campo de estudos. Isso quer dizer que a noção de folclore não está dada na realidade das coisas. Ela é construída historicamente e, portanto, a compreensão do que...

Projeto 'Adote um Cientista' abre inscrições para alunos de todo o Brasil

Imagem de Harish Sharma por Pixabay Alunos de todo o Brasil poderão se inscrever e participar online das atividades do projeto, que procura despertar nos estudantes o interesse pela ciência e a pesquisa científica. As inscrições vão até o dia 12 de agosto de 2020 e as atividades se iniciam no dia 13 de agosto de 2020 . Podem participar estudantes entre 13 e 18 anos que estão cursando entre o 7º ano e o Cursinho.   O Programa   Desenvolvido pela Casa da Ciência do Hemocentro de Ribeirão Preto , Adote um Cientista é um programa educacional que há 10 anos promove atividades semanais entre os estudantes e professores das escolas de Ribeirão Preto e região e os pesquisadores da USP. Nesses encontros, os pesquisadores apresentam e explicam os temas de suas pesquisas. As atividades incluem discussões, realizações de pequenos experimentos e pesquisas de campo.   Adote ONLINE - Inscrições   Nesse ano, em virtude da pandemia, as atividades do Adote um cientis...

SIBIx - Anderson Petroni - Cadê a poesia?

Na live dessa semana, o bate papo vai ser recheado de rimas, ritmo e... poesia! Tudo isso num sarau que você não pode perder, conduzido pelo poeta convidado, Antonio Petroni, e a bibliotecária Sônia.  A live vai ao ar amanhã, às 15h30, no canal do SIBIx no Youtube, disponível neste link .  ANDERSON PETRONI Nascido em 1985, natural de São João da Boa Vista - SP, Anderson Petroni é formado em Imagem e Som e em Filosofia pela UFSCar - Universidade Federal de São Carlos. Já trabalhou como editor de vídeo na TV União, como auxiliar administrativo na Prefeitura Municipal de São Carlos e hoje é servidos público federal, atuando como assistente em administração no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFSP campus São Carlos. Possui dois livros de poemas publicados pela Editora Patuá: Pequenos Delitos (2013) e Incisão Imprecisa (2020). Já ofereceu oficinas e atividades poéticas em instituições culturais e de ensino sobre haicai, poesia blecaute e o cenário de publicaçõe...

Branca de Neve

  Uma princesa, cabelos pretos, lábios vermelhos, pele branca como a neve; uma madrasta, um espelho e uma maçã envenenada; sete anões e um príncipe encantado. Aposto que esses poucos elementos já evocaram em sua memória todo o enredo de um dos contos de fadas mais conhecidos:   Branca de Neve . Neste vídeo da Rô você confere uma adaptação desta famosa história dos irmãos Grimm. As origens "A jovem escrava" - Giambattista Basile Em sua tese de doutorado, Denise Loreto de Souza (2019) nos explica que o primeiro registro conhecido desta história é o conto chamado "A jovem escrava", que faz parte do livro Lu cunto de li cunti (ou Pentamerone ), escrito pelo napolitano Giambattista Basile e publicado postumamente, por sua irmã. O conto, recolhido da tradição oral, é considerado um ancestral de "Branca de Neve", por conter elementos que mais tarde estariam presentes na famosa história, como o ciúme, a inveja e a disputa pela beleza entre duas mulheres. Ele t...

João e o pé de feijão

Joseph Jacobs Nem só dos livros de Perrault e dos irmãos Grimm se faz o universo dos contos de fadas.   Nascido na Austrália, em 1854, Joseph Jacobs contribui para a ampliação desse universo com a publicação dos livros English Fairy Tales (1890) e More English Fairy Tales (1894) coletâneas de contos de fadas, disponíveis em domínio público na página do Projeto Gutenberg. Jacobs emigrou para a Inglaterra em 1872 e se dedicou, entre outras coisas, ao estudo do folclore, tendo sido editor do periódico Folk-Lore de 1889 a 1900. Do livro English Fairy Tales faz parte a história de João e o pé de feijão (Jack and the beanstalk, no original). As origens   Dsdugan / CC BY-SA 4.0  Disponível em Wikimedia Commons Como um bom conto de fadas, João e o pé de feijão tem sua origem em narrativas orais. A versão mais antiga de que se tinha notícia era a de Benjamin Tabart, intitulada The history of Jack and the Bean-Stalk, publicada em 1807 e que inspirou a versão de Joseph ...